sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Saudade da minha Terra
Saudade e muita saudade
Aqui bem dentro de mim
do terreiro de minha aldeia
do tempo do curumim
Saudade daquele cheirinho
do beiju de tapioca
que fazia minha maiê
da farinha da mandioca
Taparajó Tapera e Tapajós
que do seio da mata surgiu
saudade da minha maloca
Lá, na beira do rio
Taparajó da minha tapera
sinto saudade de ti
da esteira de palha trançada
da palha de buriti
Me acabo de tanta saudade
da linda índia cunhã
que enfeitava seu belo cocá
com flores toda manhã
Compadre sinto saudade
do paiê e minha maiê
do friozinho que a mata fazia
na fumaça do amanhecer
A zuada grande na mata
o barulho da macacada
fazendo que nem queixada
ah!Que saudade danada!
Do roncado da onça pintada
do assobio do manso tapir
Ôh! sombra do igapó
Sinto saudade de ti
Saudade da tribo grande
e irmãos que Tupã me dera
Lembrança da minha caçada
Saudade da minha tapera
Do meu Taparajó
Só a lembrança resta pra mim
do trançado de tanto cipó
do canto do jacamim
Da sombra daquele arvoredo
Do grito do mestre aracoã
do voar do soberbo mutum
da embira do meu panacum
Zuando o grande Tupã
É hora de se entocar
fazendo o mato dormir
ao som do seu tabocar
Reza no rito o pajé
invocando o mestre da era
Aos olhos do meu Tapajós
Saudade da minha tapera!
Autor: José Farias Serrão
(Poeta Local)
terça-feira, 6 de abril de 2010
Povo pacato e hospitaleiro, não poderia deixar de ser religioso, não é? A Santa Padroeira dos aveirenses é Nossa Senhora da Conceição, a quem temos a maior devoção e confiamos a nossa proteção. Fica na Igreja matriz da Cidade e todo ano participamos do arraial que precede seu dia - 08 de Dezembro. Dai--nos a bênção , oh Virgem mãe!!!
Conhecem está praia? Pertence a uma propriedade particular, próxima a cidade de Aveiro, mas é bastante frequentada no verão, no inverno funciona como um grande criadouro de peixes, linda e convidativa, não é?
Esta é a famosa cachoeirinha, os moradores mais velhos, dizem que sua queda d'água era alta, mas ela sofreu a ação do tempo e a transformação da natureza, porém continua sendo o balneário natural da cidade, suas águas geladas tiram o stress do dia-a-dia, o ar puro e o contato direto com a natureza repõe as energias de qualquer um.
Este é o Trapiche Municipal, com a grande cheia de 2009, sofreu alguns abalos e será reformado. Ele é point de namoros, conversas à toa, pescarias de anzol e é a única porta de entrada e saída da cidade, já que não temos estradas.
Este é um chafariz da praça Jarbas Passarinho, ponto de encontro da moçada jovem, dentro dele já foi criadouro de jacaré, tracajá, teve até um filhote de peixe-boi, que tomava leite na mamadeira, uma graça! Porém, depois de alguns ataques do jacaré ao seu tratador, acharam melhor devolver os animais ao seu habitat natural. Porém, ficamos com saudades do Antonio, era esse o nome do filhote do peixe-boi, ele tinha o maior carinho das crianças, e da população em geral.
Tem coisa melhor do que andar de canoa, apreciando um por do sol maravilhoso deste, pescando umas caratingas, para comer fritas no jantar? Os visitantes da cidade, adoram ficar olhando o por-do-sol, a água azul...
Beleza Aveirense
Por que Taparajó Tapera?
Taparajó Tapera era o nome da aldeia indígena dos índios mundurukus, que deu origem a Cidade de Aveiro, localizada no oeste paraense, localiza-se dentro da reserva florestal do Tapajós e apresenta uma beleza natural que nos convida a conhecê-la, usufruindo do ar puro, do aconchego, da calma e hospitaleira população que aqui mora. Ser nativa de Aveiro, significa valorizar as raízes, seja familiar ou cultural, significa não conseguir esquecê-lo e ter que voltar de vez em quando para renovar as energias, rever os amigos, familiares, comer manga caída na hora, conversar em baixo das mangueiras, tomar banho de rio, na cachoeirinha, fazer piracaia com seus amigos na praia, enfim curtir a liberdade de ser aveirense.
Assinar:
Postagens (Atom)




