quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Histórico de Aveiro

Contextualização histórica

A presença dos holandeses, franceses e ingleses, no estuário do rio Amazonas, concorreu para a permanência de portugueses no Pará e para a expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco que, em 1616, fundou a cidade de Belém. Com a fundação da capitania, o governo expulsou os estrangeiros, tendo sido organizada várias expedições, para destruir os estabelecimentos que haviam sido criados e, dentre essas, quanto ao Município de Itaituba, a do capitão Pedro Teixeira, em 1626, é a mais importante, pois atingiu, pela primeira vez, o rio Tapajós, entrando em contato amigável com os nativos, em um sítio que, hoje em dia, é considerado como sendo a baía de Alter-do-Chão. Em 1639, Pedro Teixeira retorna ao rio Tapajós, seguido dos Jesuítas. Um forte, na foz desse rio, foi estabelecido por Francisco da Costa Falcão, em 1697, tendo os Jesuítas instalado, sucessivamente, as aldeias de São José ou Matapus, em 1722, São Inácio ou Tupinambaranas, em 1737, e Borari e Arapiuns, que se destacaram pelo desenvolvimento apresentado. Na administração do governador e capitão-general Francisco Xavier de Mendonça Furtado, o governo iniciou o afastamento dos jesuítas dessas aldeias, situadas, na zona do Tapajós, e elevou à categoria de vila, com a denominação de Santarém, a aldeia dos Tapajós. Posteriormente, também ocorreram mudanças nas de Borari e Arapiuns, em 1757, com os nomes de Alter-do-Chão e Vila Franca e, em 1758, as de São Inácio e São José, com as denominações de Boim e Pinhel.

DE TAPARAJÓ TAPERA A AVEIRO

Localizado estrategicamente a margem direita do Rio Tapajós, Aveiro foi ponto de passagem tanto para colonizadores europeus, quanto para povos indígenas, estes últimos desde tempos imemoriais. A Aldeia Taparajó Tapera, de índios Mundurucus, foi o primeiro lugar a ser habitado com fins de ocupação pelo não índio, ainda no período colonial, que se desenvolveu e progrediu. Era o período da catequese ao gentio da terra. Em 1766, Taparajó-Tapera já possuía uma igreja coberta de palha e tinha como Diretor o Sargento José Antonio de S. Payo. Por Ato de José de Nápoles Tello de Meneses, governador e Capitão-General do Grão-Pará, com o “eficaz desejo de aumentar as povoações, promovendo todos os meios conducentes do comércio, da agricultura e da indústria, com um dos principais objetivos do adiantamento e da felicidade do Estado”, resolveu dar a paragem de Taparajó-Tapera a denominação de lugar de Aveiro, nomeando na mesma data, para o emprego de Diretor da nova criação, Francisco Alves Nobre, morador do referido rio (Tapajós), pela atividade e grande eficácia do qual havia esperança que descesse do alto Tapajós, um maior número ainda dos ditos tapuios (índios) silvestres, para o novo lugar. Como antes o lugar já era chamado de Aveiro, este ato foi somente uma confirmação oficial de um nome em uso, o que permite concluir que a data de 23 de Agosto de 1781 marca a elevação do lugar de Aveiro a categoria de povoação. Naquele período a povoação foi elevada a categoria de Freguesia sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição, tendo permanecido nesta condição até o final do período colonial brasileiro. Havia, no município, mais duas freguesias a de São João Baptista de Brasília Legal e a de São José do Pinheiro. A primeira, Nossa Senhora da Conceição de Aveiro, passou do período colonial para a independência, na condição de freguesia, quando teve seus limites definidos pela lei nº 511, de 01 de dezembro de 1866.

Em 1883, foi observado pelas autoridades imperiais, notáveis desenvolvimento sócio-econômico da localidade, o que possibilitou a criação do Município, que foi solenemente instalado através da Lei nº 1.152, de 04 de abril de 1883, que conferiu a Aveiro a categoria de município, em 15 de maio de 1884.
A partir de 1830, o Município sofreu inúmeras extinções, sendo que somente a partir de 1961 é que se estabilizou a situação política e administrativa do lugar Em 1961, através da Lei nº 2.460, de 29 de dezembro, o município foi restaurado, com seu território compreendendo os antigos distritos de Aveiro e parte dos distritos de Boim e Belterra, no município de Santarém, com o distrito de Brasília Legal, do município de Itaituba e parte do único distrito de Juriti.
Atualmente o município está constituído dos distritos de Aveiro, Brasília Legal e Pinhal.
(fonte: Histórico Oficial de Aveiro )

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